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Conheça O Último Dragão, novela que virou série na Netflix

Cartéis de droga, guerra, impérios familiares, mortes, políticos corruptos, samurais, Yakuza. Não, não estamos falando de um derivado de Narcos situado no Japão. Esses elementos (e muitos outros) compõem a história de O Último Dragão (El Dragón), novela mexicana que teve seus direitos de exibição adquiridos pela Netflix e está fazendo sucesso em alguns países. Desenvolvida em parceria com a Univision, emissora norte-americana que produz conteúdo voltado diretamente para a comunidade latina nos EUA, O Último Dragão foi inicialmente criada para ser uma novela tradicional, com formato longo e história com início, meio e fim. Por conta do sucesso adquirido com sua exibição via Netflix, a produção acabou ganhando uma segunda temporada, tornando-se uma nova série dentro do serviço de streaming.
Como dito acima, a trama reúne elementos já vistos (e elogiados) tanto em Narcos quanto em Narcos: México. Por ser situada no mesmo país, logicamente que a narrativa se assemelha mais ao derivado “mexicano” do que à série original. Nela conhecemos a família Garza, líder do cartel El Salado, da Ciudad Jimenez, no México. O protagonista é Miguel Garza (Sebástian Hulli), herdeiro do trono e que foi enviado pela família para viver em Tóquio, no Japão, após seus pais serem brutalmente assassinados em uma emboscada.
Vinte anos depois, Lamberto Garza (José Elías Moreno), seu avô e patriarca da família, sofre uma tentativa de homicídio, mas sobrevive. Por estar enfermo, ele pede a volta do neto para que Miguel assuma os negócios da família e mantenha o império intacto. Criado dentro da cultura japonesa, Miguel é muito inteligente e astuto, mas de poucas palavras – o que não ajuda a interpretação de Hulli, pouco expressivo em quase todos os momentos.
Pensada inicialmente para ser uma novela, O Último Dragão reúne diversas características que fazem das novelas mexicanas um grande sucesso no Brasil há muito anos. Já em seus primeiros capítulos somos apresentados às crises dentro da família Garza; disputas pelo poder dentro da organização criminosa seguidas de atentados; políticos corruptos envolvidos com criminosos; doenças degenerativas, violência sexual e morte. Uma salada de dramalhão mexicano que parece feito pelo mais fino cozinheiro latino.
Sendo uma produção mexicana raiz, não faltam os exageros no roteiro e, principalmente, na atuação de seu elenco. Além de Miguel e Lamberto, o núcleo da família Garza é composto por Dora (Cynthia Klitbo), mulher, do patriarca, Chisca (Cassandra Navarro), a irmã rebelde de Miguel, e Jorge (Juan Pablo Gil), o caçula. Ainda há espaço para os personagens de apoio que também ganham muito destaque no decorrer da trama, como no caso da bela chofer Adela Cruz (Renata Notni), o mordomo Rosario (Marcelo Buquet) e o capanga Peligros (Mauricio Pimentel). Alguns desses artistas podem ser reconhecidos por papeis em novelas que foram exibidas pelo SBT entre os anos 90 e 2000 e que tiveram grande repercussão, como A Usurpadora e Rubi.
Ao todo, a série-novela tem 82 episódios já produzidos e disponíveis na Netflix. Segundo rumores, uma terceira temporada estaria sendo cogitada pela Univision, mas sua estreia não aconteceria antes de 2021. O alto número de capítulos levaria certo tempo para serem produzidos e não há tempo hábil para uma estreia em pouco tempo – e a indefinição de como estará o mundo pós pandemia da covid-19 pode atrapalhar ainda mais os planos. Em um post no Instagram, Sebastian Hulli alimentou a esperança dos fãs que esperam por uma nova temporada.

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