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'Sou médico, não sou juiz', diz Drauzio Varella sobre reportagem com mulher trans no 'Fantástico'

Rio - Há uma semana o "Fantástico" exibiu uma reportagem do doutor Drauzio Varella sobre como é a vida de mulheres trans nos presídios masculinos. Um dos relatos que comoveu os telespectadores foi o da detenta Susy de Oliveira, que afirmou não receber visitas na cadeia há cerca de sete ou oito anos.
No entanto, neste domingo, o crime cometido por Susy veio à tona e mudou a opinião do público. Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, nome de batismo de Susy, foi preso por estuprar e estrangular o menino Fábio dos Santos Lemos, de 9 anos, em maio de 2010. De acordo com uma tia de Susy, ela também tentou estuprar uma criança de 3 anos e o próprio sobrinho, de 5.
Com a indignação dos telespectadores, o doutor Drauzio Varella emitiu uma nota, lida pelos apresentadores do "Fantástico". "Há mais de 30 anos visito presídios onde cuido da saúde de detentos e detentas. Em todos os lugares em que pratico a Medicina, seja no meu consultório ou nas penitenciárias, não pergunto sobre o que meus pacientes possam ter feito de errado. Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico. No meu trabalho na televisão, sigo os mesmos princípios. No caso da reportagem veiculada pelo Fantástico na semana passada, não perguntei nada a respeito dos delitos cometidos pelas entrevistadas. Sou médico, não juiz", disse o doutor Drauzio Varella.
Confira a nota do 'Fantástico':

"Domingo passado o Fantástico exibiu um quadro do doutor Drauzio Varella sobre uma situação que o Estado brasileiro precisa enfrentar: mulheres trans que cumprem pena pelos crimes que cometeram em meio a presos homens, o que gera toda sorte de problemas como foi visto aqui.
Os crimes das entrevistadas não foram mencionados porque este não era o objetivo. Foi divulgado uma estatística geral do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos sobre as presidiárias trans mostrando que 38,5% estão presas por roubo; 34,6% por tráfico; 15,4% por furto; 7,7% por homicídio e 3,8% por associação para o tráfico.

O quadro gerou muita empatia no público mas também críticas exatamente por não mencionar os crimes. Sobre as críticas o doutor Drauzio Varella divulgou uma nota, que o Fantástico apoia integralmente.

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